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E aí, o que eu sou?

Podem me chamar de sadista, eu não ligo.
Sabem qual é a verdade? A verdade é que eu funciono muito bem como amiga, mas funciono melhor como inimiga.
Há acontecimentos, entretanto, que eu prefiro não levantar a bandeira do que eu sou. Prefiro que façam esse serviço sujo para mim, pelo simples fato de eu gostar de ver a indecisão nos rostos alheios. Eu não me proclamo nem a favor e nem contra, muito pelo contrário, porque eu gosto da parte envolvida, mas não da situação e meu cérebro, ainda bem, consegue diferenciar com louvor e honra ao mérito pessoas de acontecimentos.
Sei congelar criogenicamente o que eu sinto e descongelar isso a partir do momento que a situação acabou, o que me permite, sem o menor remorso agir como se nada tivesse acontecido, visto que eu mantive tudo como era. A pergunta é: você vale a pena para eu manter congelado?
Eu nunca escolho sem motivos ser amiga ou inimiga de alguém, geralmente, as pessoas que me colocam no papel que mais lhe convém. Acham que eu sou inimiga por defender meus ideais, mas eu não sabia que para ser amiga, eu tinha que ser um cordeiro branco padronizado. E que para ser inimiga eu tinha que ser um lobo declarado com cara de mau. Porém, a maioria vê assim.
Sabem? Eu sou uma pessoa, um indivíduo, com um cérebro pensante e ativo, com um passado, com lições e experiências que ninguém mais teve, aliás, todos somos assim. Por que raios a bandeira de inimigo à vista tem que ser levantada se eu gosto de vermelho e você de azul?

Tic-tac-tic-tac... Eu sou o quê para você?

Excetuando-se essa discórdia de gostos, temos coisas em comum, todos temos. Temos um passado em comum, aprendizados em comum e mesmo se não forem comuns, podem ser compartilhados.
Pode ser filosófico e utópico demais, mas atualmente eu não levanto a bandeira e nem declaro se sou amiga ou inimiga de ninguém, prefiro ver tudo de cima do muro e não é pra descer do lado do vencedor quando a guerra acabar, porque eu posso me compadecer do lado perdedor e ajudar a planejar a vingança, ou em outro caso, posso erguer a minha própria bandeira e fazer os dois lados da guerra se juntarem contra mim, ou eu posso ser vista como espiã e ambos os lados me odiarem, ou um dos lados pode fazer um movimento errado e eu tomar o partido do outro time, ou eu posso aprender as fraquezas de ambos e vencê-los, vê? Há opções, tempo de pensar e a possibilidade de arquitetar quando a gente não grita aos 4 cantos o lado que apóia, coisas que quem está preocupado em sair vivo e atirar, com certeza não vê.

Trip the Darkness

Depois desse post aqui e de mais dois onde eu declaro meu amor por Lacuna Coil, vem mais um post para continuar a saga.
Hoje fomos agraciados com a estréia mundial do novo single do Lacuna, “Trip the Darkness“, do trabalho novo deles, o “Dark Adrenaline“.

Não sei vocês, mas eu já gostei pelo fato do Andrea cantar a música inteira, eu curto a voz dele, muito. E a voz da Cristina no refrão, deu aquele toque de Lacuna Coil de verdade, das antigas. Melhor trabalhado, é verdade, mas o bom e velho Lacuna.
Sobre o clipe eu não tenho o que falar, exceto que eu não curti o que fizeram nos olhos da Scabbia versão branca, de resto, nada a reclamar.
E aí, o que acharam?

NÃO!

Acho estranho. Estranho como algumas pessoas me surpreendem às vezes, pessoas que eu conheço há tempos, mas por um lado isso é ótimo.
Algumas surpresas ruins, outras boas e no meio delas um tanto de indignação. Sim. A partir do momento em que eu me considero e te considero um amigo/irmão é porque a infeliz criatura tem a permissão, o dever e a liberdade de falar tudo o que incomoda, principalmente se o assunto for alguma atitude minha. E ter a liberdade de falar na caruda mesmo, na lata, sem medo de ser feliz.
Ok, não posso cobrar, porque eu mesma já fiz a merda de virar a cara sem falar nem onde, como e porquê, logo, moral eu não tenho, mas seria o certo e agora eu vejo que se TODO mundo fizesse isso, menos coisas estranhas aconteceriam.
Eu mesma se botasse pra fora algumas coisas, acho que a convivência seria mais fácil, mas eu não posso reclamar de outros para terceiros, isso é ser criança, então eu fico na minha. Não sou adepta da política da boa vizinhança, nunca fui. Acho que você tem a obrigação de mandar se foder ser educado sim, mas não falso. Se não gosta de alguém, faça um favor para você mesmo e para a pessoa, não faça questão de falar, comprimentar, fazer graça. Eu faço isso, independentemente se o mundo inteiro gosta da pessoa, afinal de contas, se eu não fizer por mim, quando eu precisar, ninguém vai fazer.
E o engraçado é que o mundo todo não vê isso como uma coisa natural, acha que é ser egoísta, rude, antissocial. Poupem-me. Quando você era criança e você não queria fazer alguma coisa, o que você falava para os seus pais? Não.
NÃO
Quando você não gostava de alguém que estudava com você, o que você fazia? Não falava. E incrivelmente todo mundo achava normal e ainda complementavam “Ah, isso é coisa de criança, não sabe o que diz.”. Vem cá? Não sabe o que diz, ou a mentira social que cai por terra quando isso acontece? Crianças tendem a ser sinceras em tudo e onde isso está errado? Saber usar essa sinceridade é o que falta. Saber falar não é o que falta.
Não para um copo de suco, para uma roupa, para um comportamento, para uma pessoa, para uma atividade. O que estraga nas pessoas é que elas tem medo de falar NÃO pelo simples fato de o “não” vir junto com uma responsabilidade que nem todo mundo tem peito para enfrentar. Porém, o “não” mostra o que você quer e que não tem receio de machucar ninguém apenas pelo fato de você ter sido verdadeiro com você mesmo.
Falar um não pode sim salvar a sua vida. Pense nisso.

Ano 9

Pode parecer besteira, mas eu acredito em numerologia de certa forma, acho que minha criação com um pé na formação holística, tem uma grande parcela de culpa nisso.
Meu aniverário foi semana passada, começo de ano 9. Odeio ano 9, odeio. Se alguém não sabe que merda isso significa, é o seguinte: nós temos um ciclo de 9 anos, cada ano com uma característica, o ano 9, o último, é o ano de finalização, é o período de faxina e de colher o que plantou, ou seja, filhote, você está fodido, tudo o que tiver de ruim ou te prejudicando, cai fora sem problema nenhum, se tem situação pendente é hora de resolver. Usando uma frase mística, de efeito e clichê: as vibrações desse ano conspiram para que tudo isso aconteça, mas eu só queria ser menos sensível à elas.
Já resolvi pendenga antiga, problemas recentes, já afastei pessoas, já reaproximei outras, já desisti de coisas que ia começar em detrimento de outras que em princípio parecem não ser tão importantes, já tenho vontade de tacar fogo e bater com bastão de cricket nas coisas que não são compatíveis comigo, entre elas, meu emprego. A única coisa que me mantém empregada ainda é o meu bom senso de saber que se eu chutar tudo sem ter nada em vista, eu vou me lascar lindamente.
E não, não é TPM, porque não sei se eu já mencionei, eu não sofro desse mal e mesmo se sofresse, não tá na época. Então machistas de plantão, enfiem as respectivas bocas e opiniões no saco.
Aí vem a pergunta: “Tá, você quer chutar tudo e vai fazer o quê? Vagabundear por aí?” Eu respondo jovens paddawans: não, não ficarei vagabundeando por aí. O que eu vou fazer eu não sei, ainda é nebuloso, mas a certeza que eu tenho é de que vai fazer barulho e eu vou ser responsável por ele de um jeito ou de outro.
Falando em barulho, eu acho que eu tô precisando voltar a escrever mais aqui. Saíram dois cd’s novinhos em folha, do Evanescence e do Seether e eu não fiz uma resenha deles ainda… Enfim, não adianta querer escrever tudo de uma vez e em um post só.
See ya soon.

É tudo um ciclo…

Há males que vem para o bem, já dizia o velho deitado ditado. Aliás posso citar uma lista de velhos deitados ditados populares…
Há males que vem para o bem.
Antes só do que mal acompanhada.
Dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair.
Passarinho que come pedra, sabe o cú que tem.
E vários outros…
Posso pular a fábula e os ditados e ir direto para o final da história? Posso, porque não to nem aí o texto é meu e eu posso tudo.
Moral da história: se você tem um jeito filha da puta, uma mania só sua, um gênio difícil e um humor ácido, não mude para ser agradável, nunca funciona.
Aproveitando o embalo, também advirto que meus tempos (lê-se gênio) de rebelde com 14 anos voltaram com tudo, quem me conhecia na época sabe o que isso significa, quem não me conhecia nessa época… É uma chance. Chance de ou me amar, ou me odiar e ponto, achei que estar no meio termo nos convívios sociais era o certo, certo é o meu ovo inexistente.
Enjoei de falar “É, pode ser.”, “Claro, sem problemas.”, “Tanto faz.”.


É, pode ser CERTEZA que de tanto ser polite com as minhas respostas para não causar polêmica e discórdia, me causou stress, então agora eu enfio o stress na bunda orelha de quem tá vindo com ideia que eu não concordo, simples assim.
Grossa? Indelicada? Ah meu amor, vai ser mulherzinha na casa do caralho penca. “Ai, com você ela é um amor, comigo é o cão.” C’est La vie mon amour, c’est La vie, acostume-se que eu diferencio as pessoas por suas personalidades e meu sexto sentido ajuda e muito com isso.
Minhas férias das pessoas acabou e eu estou voltando, entrando de mansinho, recuperando meu espaço adormecido (porque perdido nunca foi) e se você não gosta, sinto muito, enquanto você ficar puto(a) da vida, eu estarei aqui, linda e bela rindo da sua cara.
Que venham os novos inimigos, porque os meus amigos, são os mesmos velhos e insubstituíveis de sempre.

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